Ócio sem culpa

Acredito que a maioria dos concurseiros já passou por essa situação: separou um tempo no plano de estudos para descansar e quando chega o momento sente-se culpado.

Isso já aconteceu com vocês?

A verdade é que quando estamos nos preparando para um concurso sempre temos uma matéria urgente para estudar, uma lista urgente para resolver ou alguma coisa para ler.

Acontece que não relaxar sobrecarrega o cérebro, que não descansa o suficiente e não consegue voltar a ser 100% produtivo.

Não se sinta culpado por separar um tempo para você, para relaxar da forma como preferir. Não fazer nada, de vez em quando, faz bem a saúde.

O trabalho publicado pela pesquisadora Mary Helen Immordino-Yang, na edição de julho de 2012 do periódico “Perspectives on Psychological Science”, aponta que, quando estamos descansando e focados em nosso mundo interior, nosso cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”. A atividade desse modo default está ligada aos componentes do nosso funcionamento socioemocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia.

Para a pesquisadora e neurocientista, a reflexão e o silêncio podem ser muito importantes também para o aprendizado e memória. “O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos”, explica. Ela defende que as escolas incentivem o aluno a se voltar para si mesmo, o que pode ajudar na consolidação do aprendizado em longo prazo.

Ou seja, o tempo ocioso não pode ser visto como ociosidade negativa, pelo contrário, é fundamental para aprendermos e refletirmos.

 

Como viver uma experiência de ócio?

Não há receita para viver o ócio, ele é subjetivo. O primeiro passo é descansar. É a transição entre a rotina agitada e a calmaria. Uma das maneiras de conseguir isso é dormir.

O segundo passo é se permitir ter uma pausa. Se livrar dos compromissos indesejados. Sabe aquela reunião que você só aceitou ir por pressão da família ou dos amigos?

Só se chega a uma experiência de ócio quando se tem liberdade para escolher fazer o que se gosta e está com vontade, seja não fazer nada ou correr quilômetros. O principal a guardar é: só você sabe o que te propicia recreação.

Se o cansaço tem a ver com estresse do trabalho, com passar a maior parte do tempo na frente do computador com pilhas de coisas para fazer e matérias para estudar, ou com pensar demais em problemas, este cansaço não é principalmente físico. Descansar deste tipo de tensão usando o método mais simples de descanso, nem sempre é suficiente.

É importante descobrir o que te agrada, qual atividade te dá satisfação por si só.

Um exemplo, você escolhe correr. Não deve correr para emagrecer, ou preocupado com o teste físico que se aproxima, correr apenas porque a atividade em si me causa uma sensação de relaxamento.

É importante que você faça atividades dentro das suas capacidades. Ter desafios é bom para não cair na rotina. Mas não exagere, escolha atividades proporcionais as suas capacidades. Caso o contrário, você se desgastará.

 

Por fim…

A regra geral é: separe um tempo para você. O preparo para um concurso não é um tiro de 100m, é uma maratona. Não adianta estudar 20h por dia em uma semana, e na semana seguinte não aguentar olhar para os livros.

Separado esse tempo, não se sinta culpado por estar descansando. Entenda que esse tempo também é importante para o seu aprendizado e para a sua memória. Desfrute ao máximo do tempo que tiver e faça atividades que realmente sejam prazerosas.

Na hora de voltar ao estudos, volte com foco total e

ESTUDE JÁ COM O MATEMÁTICA PASSO A PASSO 

 

 

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