Prova dos Fuzileiros Navais | Edital já em Fevereiro ou Março/19 (Blog)

Edital da prova dos fuzileiros navais 2019/2020 já em provavelmente em Fevereiro ou Março de 2019. Comece seus estudos imediatamente, prova possivelmente em Abril/Maio 2019.

CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS  CFN 

Concurso C-SDFN Turmas I e II 2020

Graduação de Soldado Fuzileiro Naval (SD-FN)

-Serão incluídos no Corpo de Praças de Fuzileiros Navais (CPFN) na graduação de Soldado Fuzileiro Naval (SD-FN), os Recrutas Fuzileiros Navais (RC-FN) aprovados em Curso de Formação de Soldados

(C-FSD).

-Os Recrutas Fuzileiros Navais serão nomeados Soldados Fuzileiros Navais, contando antiguidade a partir da data de conclusão do Curso de Formação de Soldados ( C-FSD).

-Serão incluídos no Corpo de Praças de Fuzileiros Navais na graduação de Terceiro-Sargento, as Praças do CPA e das demais Forças Armadas, até a graduação de Cabo, e os candidatos civis aprovados no Curso de Formação de Sargentos Músicos (C-FSG-MU).

São requisitos para inscrição dos candidatos no concurso e,

caso aprovado, para posterior matrícula no C-FSD-FN: 

*a) Ser brasileiro, do sexo masculino;

*b) Ser voluntário;

*c) Ter, no mínimo, 18 anos e no máximo 21 anos de idade, referenciados em 1º de janeiro do ano do curso;

*d) Não ser isento do serviço militar; 

*e) Realizar a pré-inscrição,  indicado no edital , pela Internet ou nos locais de inscrição listados no Anexo “A” do edital  e pagar a taxa de inscrição, no horário bancário dos diversos estados do país, no valor  determinado no edital em qualquer agência bancária, até o dia estipulado no edital;

*f) Estar em dia com as obrigações militares e eleitorais (art. 14, parágrafo 1º, inciso I da Constituição Federal e art. 2º da Lei nº 4.375/64 – Lei do Serviço Militar);

*g) Ter concluído, com aproveitamento, o ensino médio ou curso equivalente, em estabelecimento de ensino reconhecido oficialmente. Caso seja portador de documentação escolar expedida por instituições estrangeiras, deverá apresentar Declaração de Equivalência ao Ensino Médio emitida pelo órgão competente da Secretaria de Estado de Educação;

*h) Não ter sido desligado do Serviço Ativo, a bem da disciplina, por qualquer Força Armada ou Auxiliar, bem como, não ter sido desligado de curso de formação militar por excesso de falta ou má conduta;

*i) Ter altura mínima de 1,54m e máxima de 2,00m;

*j) Não ter sido considerado incapaz para o serviço militar em qualquer Força Armada ou Auxiliar;

*k) Se militar, ter graduação inferior a Cabo. Os militares deverão apresentar declaração da Unidade informando sua situação na ativa;

*l) Não possuir deficiência física ou qualquer outra contraindicação, de acordo com os padrões psicofísicos da Marinha, conforme previsto no Anexo B;

*m) Estar em condições de saúde para realizar a Inspeção de Saúde e o Teste de Suficiência Física, de acordo com os subitens  contidos no Edital;

*n) Ter boa conduta social e não possuir antecedentes criminais;

*o) Ter idoneidade moral e bons antecedentes para integrar o Corpo de Praças de Fuzileiros Navais (art. 11 da Lei nº 6.880/80 – Estatuto dos Militares); e

*p) Possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

PROCEDIMENTOS PARA AS ETAPAS DO CONCURSO 

-Exame de Escolaridade (eliminatório e classificatório) .

-Será constituído de uma prova escrita, com duração de três horas, composta de duas partes – “Língua Portuguesa” e “Matemática”, elaborada pelo CPesFN, abrangendo assuntos previstos no programa do concurso.

Cada parte conterá 25 questões do tipo múltipla escolha, com 5 opções de resposta em cada questão.

Todos os candidatos terão suas provas corrigidas por meio de processamento eletrônico.

A prova valerá no total 100 (cem) pontos, que consistem na média aritmética de Língua Portuguesa e de Matemática.

O candidato realizará o Exame de Escolaridade na cidade indicada por ele por ocasião do preenchimento do formulário de pré-inscrição, em locais que serão divulgados posteriormente nos Órgãos Executores da Seleção e no endereço www.marinha.mil.br/cgcfn, no link “Concursos para o CFN”.

TESTE DE SUFICIÊNCIA FÍSICA

– Tem como propósito aferir a aptidão física do candidato para a carreira na MB. 3.5.2

-Será constituído de uma prova contendo as seguintes modalidades, com os respectivos índices mínimos para aprovação:

a) NATAÇÃO – Cadar cinquenta metros  (50m.), em até dois minutos, sem parar, sem apoiar nas bordas, raias ou no fundo da piscina, ou utilizar qualquer recurso de ajuda.

Deverá ser utilizado o nado livre (sendo caracterizado um dos quatro estilos: Crawl, Costa, Peito ou Borboleta), não será permitida a prática denominada “cachorrinho”;

b) CORRIDA – Correr três mil e duzentos metros  (3.200 m.)  em até  (19) dezenove minutos;

c) FLEXÃO NA BARRA – Três  (03) repetições, que poderão ser realizadas com as palmas das mãos voltadas para frente (pronação) ou para trás (supinação) e serão contadas entre a distensão total dos braços e sua flexão até que o queixo ultrapasse a barra. Para alcançar a barra o candidato poderá utilizar qualquer meio, todavia, o impulso não deve ser empregado para contar a primeira flexão na barra; e

d) ABDOMINAL – Trinta e oito  (38)  repetições em um minuto, realizadas no solo em decúbito dorsal, com as pernas dobradas, os joelhos unidos, os braços cruzados sobre o peito, com o auxílio de um companheiro, prestando apoio sobre pés e joelhos. Serão contadas entre o toque do dorso no solo e o toque dos antebraços nas coxas. 

-A data, horário e local de realização do Teste de Suficiência Física serão informados ao candidato pelo Órgão Executor da Seleção, quando ocorrer a divulgação do resultado da Inspeção de Saúde.

Mulheres no efetivo do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil

A 1º Tenente Auxiliar Fuzileiro Naval Débora Ferreira de Freitas é a primeira mulher a se tornar uma combatente do Corpo de Fuzileiros Navais.

Taciana Moury

Mesmo antes da lei Nº 13.541, aprovada em dezembro de 2017, que autorizou o ingresso das mulheres para o curso de oficial da Marinha do Brasil (MB) pela Escola Naval, no Corpo da Esquadra ou no de Fuzileiro Naval, o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) já contava com uma mulher combatente no seu efetivo. A 1º Tenente Auxiliar Fuzileiro Naval (AFN) Débora Ferreira de Freitas foi a primeira mulher a prestar concurso para o quadro de oficial auxiliar do CFN e se tornou a primeira combatente.

Desde que se tornou oficial, atuou em importantes funções. Esteve presente no 25° Contingente no Haiti, como responsável pelo departamento de Assuntos Civis e de Comunicação Social, e foi comandante do Pelotão de Ligação na Companhia de Comunicações do Batalhão de Comando e Controle. Atualmente, a oficial trabalha na seção de pessoal do Batalhão de Comando e Controle dos Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro.

A 1º Ten Débora ingressou como segundo-sargento músico do CFN em 2004, mas ela tinha aspirações maiores para sua missão dentro da MB. Fiz a licenciatura em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, cumprindo o requisito de ter um curso superior para realizar o concurso para oficiais do CFN, revelou à Diálogo a 1º Ten Débora. Depois de três anos de estudos, alcancei a aprovação em 2015 como oficial auxiliar do Corpo de Fuzileiros Navais e fui realizar o curso de preparação para oficiais.

Ela contou que este concurso não possuía impeditivos no edital para que uma mulher se inscrevesse. Só era necessário ser do CFN. Então decidi tentar, mesmo sendo mulher, e concorri em igualdade com os homens, disse a 1º Ten Débora. “O que me motivou foi a oportunidade de crescimento dentro da força. Hoje me sinto realizada, pois o CFN busca manter a honra, a competência, a determinação e o profissionalismo, para que estejamos sempre atualizados e bem treinados para a defesa da pátria.

O pioneirismo da oficial não parou por aí. Ela foi também a primeira mulher a realizar o Curso de Especialização em Guerra Anfíbia, em 2016, que habilita o oficial fuzileiro naval a comandar um pelotão de infantaria. O curso tem duração de quatro meses e exige muito dos combatentes, principalmente com relação à parte física. Só a mochila pesava em torno de uns 25 quilos, fora o colete com a placa balística, o armamento e os outros equipamentos que tínhamos que carregar o tempo inteiro, lembrou a 1º Ten Débora.

A rotina do curso iniciava às 6h30 e incluía treinamento físico militar e atividades, constantemente avaliadas, relacionadas à formação de um comandante de pelotão. “A principal dificuldade foi o cansaço físico. Além disso, existe a diferença fisiológica entre o homem e a mulher, que tem suas particularidades, destacou a 1º Ten Débora, e acrescentou que foi necessário valorizar ainda mais o espírito de corpo e mudar alguns hábitos, como deixar a vaidade de lado e aprender a dormir pouco e em qualquer lugar.

Um incentivo para outras mulheres
Segundo ela, ter conseguido concluir o curso abriu as portas para outras mulheres. Eu mostrei que é possível para uma mulher exercer funções operativas sem ser diminuída por isso: carregar uma mochila pesada, usar armamentos, conduzir homens para uma missão com eficiência, reforçou. Atualmente o CFN conta com duas mulheres operacionais e algumas que estão realizando o curso de Especialização em Guerra Anfíbia.

A 1º Ten Débora revelou que sente orgulho de ter desbravado o caminho para outras combatentes. Quando olho para trás, tenho um sentimento de dever cumprido, pois portas foram abertas para outras mulheres que desejarem pertencer ao CFN. Ela pretende seguir se aperfeiçoando dentro do setor operativo da força, por meio de cursos e capacitações.

A oficial comemorou a autorização da MB para o ingresso das mulheres em todos os quadros operacionais. Esta decisão mostra a importância de valorizar nosso trabalho e profissionalismo. A Marinha sempre foi pioneira no ingresso de mulheres e isso mostra que a força valoriza a presença feminina e o nosso grau de competência, reforçou e estimulou o ingresso de outras mulheres. Quem tiver isso como sonho deve seguir em frente, estudar e focar no objetivo, não deixando de se preparar muito fisicamente, aconselhou a 1º Ten Débora.

Comissão de Gênero destaca pioneirismo da MB
Segundo o Brigadeiro (R) da Força Aérea Brasileira Antônio Carlos Coutinho, presidente da Comissão de Gênero do Ministério da Defesa (CGMD) do Brasil, a experiência adquirida pela MB ao longo dos anos superou as dúvidas e possibilitou à força a segurança necessária para facultar o acesso irrestrito às mulheres. O Brig Coutinho explicou que cada força tem a liberdade de definir quando e a quantidade de vagas que irá destinar para as mulheres. Mas, que as similaridades de parâmetros entre as três forças indicam que a decisão da MB pode estimular o Exército e a Força Aérea a adotarem a mesma medida num futuro próximo. Cada uma tem sua peculiaridade e talvez o entendimento não venha com a mesma velocidade, mas os espaços estão sendo criados”, destacou o Brig Coutinho.

Atitudes pioneiras como a da 1º Ten Débora só reforçam que o desempenho operacional nas forças armadas independe do gênero, ressaltou o Brig Coutinho. Para ele, o importante é que os parâmetros estabelecidos pela instituição para o cargo sejam atendidos. A decisão dessa jovem oficial de enfrentar um desafio peculiar, que superou todas as barreiras e teve sucesso no seu propósito, mostra que o resultado não depende do gênero e fortalece a presença das mulheres no meio militar, afirmou.

A CGMD foi criada em 2014, com o objetivo de atenuar as diferenças entre os gêneros nas Forças Armadas do Brasil e ampliar a política para as mulheres dentro da profissão militar no pais. A CGMD está ligada diretamente à ONU Mulheres, entidade criada pela Organização das Nações Unidas para estimular a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

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Fonte: https://www.marinha.mil.br/sinopse/mulheres-no-efetivo-do-corpo-de-fuzileiros-navais-do-brasil

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